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Após uniformes em forro, Prefeitura solicita que escolas façam vistorias

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A descoberta de uniformes escolares no forro da Escola Municipal Arthur Natalino Deriggi, no bairro Cidade Aracy, levou a Prefeitura de São Carlos (SP) a solicitar que os estabelecimentos de ensino vistoriem sótãos e porões à procura de peças, segundo o corregedor do município, Antonio Roberto de Assis.
Roberto explicou que a orientação é que, caso sejam encontrados novos lotes, os representantes entrem em contato com a PM e com a Corregedoria para o registro das peças.


A expectativa é de que, assim, a Corregedoria possa concluir a sindicância aberta no ano passado para apurar o descarte de uniformes. Segundo Assis, isso ainda não foi possível porque, mesmo com o que foi encontrado abandonado até está segunda-feira, os números não chegavam às 115 mil peças adquiridas pelo município.


Como a sindicância não foi concluída, Assis explicou que ainda não houve responsabilização de funcionários, mas confirmou que foram constatadas irregularidades, como uma escola com pouco mais de mil alunos que recebeu mais de mil uniformes do tamanho G, além de centenas nos tamanhos P e M.


Durante a apuração, ele disse ainda que surgiram denúncias de descarte de peças e que ainda não há uma conclusão sobre o que motivou o problema.


"Por que esse descarte? Foi por causa do logo? Isso não justifica. Esqueceram de colocar no relatório de transição e esconderam? A escola recebeu além da conta e quis fazer estoque? Ainda não sabemos", comentou.


O corregedor afirmou também que o ponto que mais chamou a atenção foi a grande quantidade de uniformes de tamanhos grandes, superiores à demanda da Educação de Jovens e Adultos (EJA). "A gente sabe que houve muita entrega para professores, e isso não pode".


De acordo com Roberto, o material descoberto será analisado e, caso os tamanhos sejam apropriados, deverá ser lavado para a entrega a alunos da rede municipal.
Polêmica


A polêmica envolvendo uniformes escolares não é novidade em São Carlos. Em abril de 2014, várias peças foram achadas abandonadas em um prédio que havia funcionado como escola municipal.


Em maio do mesmo ano, novas caixas com uniformes foram descobertas no prédio do Fundo Social de Solidariedade. Algumas roupas estavam na embalagem, e outra parte já havia sido usada.


Somando o que foi encontrado, pelo menos oito mil peças não foram entregues aos estudantes e os episódios levaram à criação de uma sindicância na Prefeitura e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara.


Vereadores começaram a investigar o caso e, em 31 de março deste ano, eles divulgaram as conclusões da apuração. De acordo com o relatório final, não houve prejuízo aos cofres públicos e o descarte se deu por "uma falha dos funcionários".


"Foram ouvidos professoras e funcionários do almoxarifado. Foi constatado que muitos dos uniformes eram de adultos e foram dados para funcionários e pessoas carentes, sem qualquer indício de má-fé ou desonestidade. As professoras, inclusive, confirmaram o recebimento dos uniformes", disse Ditinho Matheus (PMDB), relator da CPI.


"Após a apuração, observamos que havia um desencontro de informações sobre o estoque e a distribuição no almoxarifado, e a maioria desconhecia os motivos de parte dos materiais se encontrar no local. Recomenda-se que todos os funcionários tenham mais cuidados com o bem público", comentou Matheus na época.

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