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Esquema de fraude pode ter desviado R$ 6 milhões em Miguelópolis, diz MP

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Do G1 - Mais de R$ 6 milhões podem ter sido desviados pelo esquema de fraude em licitações da Prefeitura de Miguelópolis (SP), segundo o Ministério Público (MP). O prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB) e outras 12 pessoas foram presos nesta terça-feira (19).


Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Miguelópolis informou que aguarda parecer detalhado da promotoria para dar explicações sobre o caso.

De acordo com o promotor Paulo Radunz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as irregularidades foram encontradas em pelo menos 40 contratos assinados entre 2013 e 2015.
"Uma estimativa que a gente tem até o momento é de R$ 6 milhões em contratações fraudulentas", disse o promotor.
O esquema atuou em licitações para prestação de diversos tipos de serviço, segundo as investigações. Foram identificadas fraudes em contratos de transporte escolar, para compra de material de escritório, consultorias, entre outros serviços.
"As fraudes ocorriam em contratações de toda natureza", afirmou Radunz. "Não sabemos dizer se todas as licitações eram fraudadas, mas já identificamos um grande número". Segundo ele, o material apreendido na sede da Prefeitura ainda está sendo analisado.
Operação
O prefeito Juliano Mendonça Jorge foi preso em casa, por volta das 6h30, e os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão dentro da Prefeitura, que ficou fechada pela manhã.
Além do prefeito, outras 12 pessoas, entre funcionários e ex-funcionários do departamento de licitações da Prefeitura e uma empresária de Miguelópolis também foram detidos durante a operação. Um acusado está foragido.
Segundo o MP, as investigações se concentram exclusivamente na Prefeitura de Miguelópolis, mas a operação também fez buscas e apreensões em Ribeirão Preto (SP), Bebedouro (SP), Guaíra (SP) e São José do Rio Preto (SP).
Em Ribeirão Preto, policiais cumpriram um mandado de apreensão na casa da mãe do prefeito e encontraram documentos dentro da residência.
Por ter foro privilegiado, as investigações contra Juliano Mendonça Jorge foram conduzidas pela Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo.
O prefeito foi levado inicialmente para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em Franca e será conduzido à capital paulista nesta tarde, onde prestará depoimento aos procuradores.
Prefeitura
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Miguelópolis informou que aguarda informações mais detalhadas do MP para dar explicações sobre a prisão do prefeito da cidade.
A administração adiantou, entretanto, que colabora com as investigações. "Os documentos já estão em posse do MP para o andamento da investigação, pois, antes de ir prestar seu depoimento, o Prefeito Juliano Mendonça deu ordens explícitas para que todos os funcionários colaborassem com os investigadores", diz nota.
A assessoria de imprensa afirmou também que a atuação do prefeito Juliano Mendonça Jorge sempre foi "transparente". "A atual gestão é reconhecidamente transparente e trabalha para que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados, caso as acusações sejam comprovadas".
Bens bloqueados
Em outubro do ano passado, a Justiça bloqueou os bens do prefeito Juliano Mendonça Jorge, de quatro funcionários públicos e de uma empresa, acusados de fraude em uma licitação realizada em 2013 para locação de caminhões e tratores usados na coleta de entulhos.

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