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Matão é a 7ª cidade do país que mais criou postos de trabalho em 2017, diz Caged

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Matão foi a 7º município a criar empregos em 2017, em todo país (Foto: Orlando Figueiredo Neto/G1)

Matão foi o destaque da região na criação de empregos com carteira assinada em 2017. Com a abertura de 2.470 novos postos de trabalho, foi o 7º município do país a criar mais empregos. Entre os municípios do estado de São Paulo, ficou em 2º lugar, atrás apenas de Bebedouro, que criou 4.203 vagas.Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Em segundo lugar na região em números absolutos, Pirassununga foi o município que mais cresceu proporcionalmente e aumentou 12,44% o número de empregos, com a criação de 2.079 vagas, ficando na 14ª colocação no ranking nacional e em 5º no ranking estadual.

Sucesso da agropecuária
Nos dois casos, a agropecuária foi a maior responsável pelos números positivos.

Em Matão, o setor fez 9.445 contratações e 7.461 demissões, em 2017, com saldo de 1.984 novas vagas. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Orestes Neves, a boa safra da laranja foi a responsável pelo destaque do setor que em 2017, que teve uma grande recuperação em relação ao ano passado. quando terminou com um saldo negativo de 2.682 vagas.

De acordo com Neves, o desempenho do município depende do mercado da fruta, matéria prima principal de grandes fazendas e de uma indústria de suco.

A atual safra de laranja deve ser de 385,3 milhões de caixas, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), o que representa 85,4 milhões de caixas a mais do que na safra passada.

"Foi um ano de alta produção. Se você pensar na produção, cada milhão de caixas colhidas representa mais ou menos 250 pessoas trabalhando a safra toda. Essa é a razão do crescimento. Considerando que a citricultura é hoje a cultura que mais emprega pessoas por hectare", afirma o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Monaco.

Já em Pirassununga, a agropecuária foi responsável por 73,45% das vagas de emprego criadas em 2017.

Segundo o secretário da agricultura, Valdir Rosa, o município se destaca na produção de ovos e de soja, mas a cana-de-açúcar que representa a maior parte da produção agrícola do município, que tem cinco usinas.

Saldo negativo
O destaque negativo ficou para Araraquara, município que mais perdeu postos de trabalho na região, em 2017. Ao longo do ano foram 26.164 admissões e 27.103 demissões, registrando o fechamento de 939 postos de trabalho.

O setor que mais demitiu foi o de serviços, com o fechamento de 1.031 vagas. “O setor de serviços teve um aumento grande em 2016 no numero de contratações, quando os outros setores já estavam sentindo os efeitos da crise. O que vimos em 2017 foi um ajuste no quadro de vagas”, explicou a economista Délis Magalhães.

Proporcionalmente, Tambaú foi o município que perdeu mais empregos. O fechamento de 219 vagas representou uma diminuição de 3,98% no número de empregos. De acordo com a prefeitura, o resultado negativo é consequência da crise que afetou o setor de cerâmica, muito forte na cidade.

Balanço da região
Entre os 29 municípios da região que participaram do levantamento, 20 contrataram mais que demitiram e criaram 10.213 vagas.

Rio Claro abriu 756 vagas de emprego no setor de serviços em 2017
Nove cidades tiveram mais demissões do que contratações e fecharam 1.691 empregos com carteira assinada.

Cidades que criaram vagas de emprego:

Aguaí: 286 empregos
Américo Brasiliense: 80
Araras: 475
Boa Esperança do Sul: 172
Brotas: 193
Caconde: 15
Casa Branca: 318
Conchal: 217
Descalvado: 86
Leme: 345
Matão: 2.470
Mococa: 493
Pirassununga: 2.079
Rio Claro: 1.295
Santa Rita do Passa Quatro: 96
São Carlos: 285
São João da Boa Vista: 718
São José do Rio Pardo: 296
São Sebastião da Grama: 122
Vargem Grande do Sul: 258


Cidades que perderam vagas de emprego:

Araraquara: - 939
Ibaté: - 156
Porto Ferreira: - 4
Ribeirão Bonito: - 27
Rincão: - 15
Santa Cruz das Palmeiras: - 128
Santa Gertrudes: - 140
Tambaú: - 219
Tapiratiba: - 63
Dezembro negativo
Dezembro foi um mês negativo na geração de empregos para todas as cidades pesquisadas na região. A única exceção foi Américo Brasiliense que terminou o mês com um saldo positivo de 116 novos empregos.

Matão foi o município com mais demissões: 769 pessoas desligadas, um reflexo da safra de laranja que caminha para o final. Mesmo com essas demissões, a cidade é o destaque positivo no balanço do ano.

Araraquara também teve muitas demissões, foram menos 708 postos de trabalho em dezembro. Das vagas fechadas, 361 foram no setor de serviços e 208 na indústria.

Fora da pesquisa
Os municípios de Águas da Prata, Analândia, Corumbataí, Divinolândia, Dourado, Gavião Peixoto, Itirapina, Itobi, Motuca, Nova Europa, Santa Cruz da Conceição, Santa Lúcia, Trabiju, Vargem Grande do Sul não entraram na pesquisa por ter menos de 10 mil habitantes.

Brasil
Em 2017, foram fechados 20.832 postos com carteira assinada em todo país, segundo os dados do Ministério do Trabalho. O Rio de Janeiro (RJ) foi a cidade que mais perdeu empregos formais no país – 55 mil vagas a menos –, enquanto Joinville (SC) criou 5.588 vagas e ficou no topo da lista das cidades que mais geraram empregos carteira assinada no ano passado.

 

Do G1

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