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Itapolitanos buscam assinatura para Projeto Popular que mantém número reduzido de Secretarias

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A iniciativa partiu após vereadores revogarem lei que fundia secretarias em Itápolis

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População vaia vereadores que votaram pelo aumento de Secretarias em Itápolis

DA REDAÇÃO- Na noite de quarta-feira, cinco dos nove vereadores de Itápolis aprovaram a revogação do projeto de lei do ex-prefeito Guto Biella, que reduzia de 16 para 10 o número de Secretarias no município. O projeto, de autoria do prefeito Edmir Gonçalves, prevê a manutenção das 16 secretarias de governo, justificando que elas são relevantes para prestação do serviço à população.

 Mesmo com o plenário lotado e os populares pedindo para os vereadores votarem contra a revogação, apenas Edmércia Micheletti (PSB), Miriana Amatto (PR) e Professor Antonio (PMDB) foram contrários. Na Tribuna, os três argumentaram que o projeto fere princípios constitucionais e gera impacto financeiro para o município. O presidente da Câmara só vota em caso de empate.

Também na sessão, foi aprovada em primeira votação a criação de dois cargos comissionados, com salários de quase R$ 4 mil cada um, com votos contrários de Edmércia, Miriana e professor Antônio.

Revoltados, os presentes se uniram, na porta da Câmara, e decidiram criar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que mantém o número de 10 secretarias. O projeto precisa da assinatura de 5%  do eleitorado e os idealizadores estão colhendo assinaturas pela cidade.

Paulo Braulino, um dos idealizadores do Projeto, diz que “ele (projeto popular) tem como objetivo vetar o Projeto do Executivo que aumenta o número de secretarias e de secretários. A população prefere que o dinheiro público seja investido em remédios, conserto de ruas,aumento de salário dos agentes públicos aprovados em concurso de acordo com a inflação e outras prioridades".

Para ele, agora é hora dos vereadores mostrarem sensatez, não de gastar dinheiro. “Os empregados do povo (prefeito e vereadores) estão gastando dinheiro aumentando cargos, comprando carro para viajar luxuosamente enquanto o patrão, que é o povo, não tem ambulância para viajar, pois ela está quebrada. Não tem remédio, pois a prefeitura diz que não tem dinheiro para comprar. Está na hora do povo perceber que ele é o patrão, que é a sua vontade que tem que ser respeitada e não a dos empregados, que estão lá para trabalhar pelo povo. Está na hora de passarmos o Brasil a limpo começando por nossa cidade. Os políticos não podem fazer o que eles querem. Está na hora de mudar isso”; diz Braulino.

Sandra Abib, uma das incentivadoras do projeto e que ajudou a mobilizar a população para particiar da sessão através do seu grupo Acorda Itápolis, diz que ficou muito feliz com a presença das pessoas na Câmara. "Isso realmente nunca aconteceu !! As pessoas estão ficando mais alertas aos movimentos do Legislativo. Acredito que essa seja uma maneira de pressionar qualquer vereador a votar certo. A população deve acompanhar o que está acontecendo para poder cobrar seus direitos e fazer com que sua vontade seja respeitada"; enfatiza Sandra.

O advogado Alex Ripamonte, que também está engajado na busca de assinaturas para o Projeto ao lado de sua esposa, Vanderléia Ferraro, diz que a obrigação dos vereadores é de fiscalizar o Poder Executivo e fazer prevalecer a vontade do povo. “Esses vereadores que votaram contra a vontade popular mostraram que não estão nem aí para o povo. Tanto que no meio do protesto tinha vereador que estava dando risada, mandando ‘tchauzinho’ e fazendo coraçãozinho para o povo. No meu ponto de vista, eles estão é querendo agradar o prefeito para obter favorecimento”.

Para Alex, o projeto é totalmente inconstitucional pois fere o artigo 37 da Constituição, que prevê a obediência aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. “Se a cidade não tem condições de comprar remédio para a farmácia, com escolas sem diretores, merenda a base de banana, arroz e tomate, o asfalto do jeito que está, a saúde no abandono que está, então como gastar cerca de um milhão por ano para favorecer meia dúzia de pessoas?”

Ele diz ainda que a adesão ao projeto de iniciativa popular está sendo muito bem aceita pela população, que tem inclusive procurado os idealizadores, através de redes sociais, telefone ou mesmo pessoalmente pedindo para assinar. “A população está vendo a quantidade de mandos e desmandos, de prejuízos, o abandono da cidade, começou a sentir na pele que o mau político prejudica e muito a vida da população. O político mal intencionado custa caro e a conta quem paga é a gente. Além disso, a população está começando a perceber que o político não é um ser superior que impõe a vontade dele e sim um funcionário público que representa o povo, que foi eleito pelo povo, que é quem paga o salário dele.”

Para quem quiser assinar, o Projeto de Iniciativa popular está disponível na Floricultura do Paulinho Braulino, com Sandra Abib, Alex Ripamonte, Vanderléia Ferraro e Roni Rinaldi. Na próxima semana, alguns ativistas também estarão na praça Roberto Del Guércio durante todo o dia para colher assinaturas.

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Projeto de Iniciativa Popular

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