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Professores de Itápolis realizam ato contra a reforma da Previdência

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Alunos se unem aos professores em manifesto contra a reforma da previdência.

Por Karina Cardili (Redação RN)- Professores da rede estadual de ensino realizaram nesta quarta feira um protesto contra a Reforma da Previdência. O movimento faz parte do Dia Nacional de Paralisação, que acontece simultaneamente em diversos estados. Houve paralização em diversas escolas estaduais. (veja fotos) (assista ao video abaixo). 

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De acordo com os professores a reforma da Previdência  significa o ‘fim da aposentadoria' Para Donizete Sampaio, professor de História nas escolas Lurdita e Moraes Barros, a reforma causará prejuízo para todos os trabalhadores brasileiro. “Esta reforma irá prejudicar trabalhadores de todos os setores. A proposta na verdade é para favorecer a classe política. A intenção deles não é favorecer o trabalhador.”.

De acordo com os professores, o protesto também serve para chamar atenção sobre o sistema educacional. “A educação está vivendo uma situação caótica. Há um descaso público imenso em relação as escolas, que vem enfrentando dificuldades para implantar os projetos que a Secretaria da Educação propõe. A reforma do ensino médio não está clara. Não sabemos como vai ser a grade, quais professores mais sofrerão com isso.  Eu vejo essa medida como uma forma de fazer um ‘enxugamento’ na rede, já que muitos professores, mediadores, foram retirados. Na nossa escola (Lurdita) uma profissional teve que mudar para Ibitinga, justamente porque não cabe mais um mediador dentro da nossa unidade. E isso está ocorrendo em diversas escolas. Nós ficamos preocupados porque ele (governo) está enxugando profissionais das escolas. Muitas que contavam com vice-diretores hoje não tem mais, já que foi determinado que escolas com menos de 15 salas não comportaria mais um vice-diretor. Quantos funcionários estão sendo enxugados com isso?”; lamenta Donizete.

O professor Adriano Almeida da Silva, que dá aula de geografia nas escolas Lurdita, de Itápolis e Ariovaldo da Fonseca, de Ibitinga, diz que a defasagem salarial dos professores é outro grande problema que a classe vem enfrentando. “O último reajuste que tivemos foi em 2014. Nem o indice da inflação foi cumprido durante estes anos e estamos com uma defasagem salarial em torno de 25%, ou seja, é como se estivéssemos ganhando 25% a menos do que ganhávamos em 2014”.

Para os professores, além da defasagem salarial, outro fator que vem pesando é a falta de respeito com a categoria, que começa no governo e termina dentro da sala de aula. “A gente conversa com os alunos e pergunta se alguém quer ser professor. Todos dizem que não pois afirmam que não vão querer ‘esse salário que eu ganho hoje’. Tem alunos que até gostariam de seguir a carreira do magistério mas dizem que não o farão devido a esta desvalorização constante na carreira. Muitos professores estão ocupando dois cargos no Estado para poder sustentar a família, mas mesmo assim está muito difícil. Hoje, um professor que dá 32 aulas semanais ganha em torno de dois mil reais. Professores que dão 20 aulas/semana estão ganhando mil e duzentos reais, ou seja, pouco mais de um salário mínimo. Isso demonstra a defasagem que nossa profissão vem passando. E não é só a desvalorização salarial. Hoje estamos vivenciando uma violência muito grande contra os professores. A sociedade não está encarando a educação com a devida importância que ela tem para a vida de seus filhos. Muitos colocam as crianças na escola sem essa idéia. Isso porque o próprio Estado não orienta a população sobre a importância que a educação tem dentro da sociedade”; conta Adriano.

O professor Donizete concorda e diz que não há motivação para que os alunos queiram se tornar professores. “Os alunos estão vivenciando essa realidade dentro da sala de aula. Eles vêem os professores sendo desmoralizados, sendo muitas vezes agredidos, inclusive fisicamente. Todos os países desenvolvidos valorizam a educação. Nós estamos em processo de desenvolvimento e só conseguiremos avançar se seguirmos o modelo dos países desenvolvidos; se nossos políticos olharem para a escola como uma coisa séria e não um ‘depósito’ de alunos. O professor está ficando doente dentro da sala de aula. Temos no estado de São Paulo muitos afastamentos de professores que perderam condições físicas e psicológicas de trabalharem com os alunos”.

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