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‘Não aceitava a separação’, diz irmão de mulher morta pelo marido

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A moradora de Marília Lúbia Freitas, de 28 anos, que morreu após ser baleada na cabeça pelo marido na última quinta-feira, estava se separando do agressor e segundo familiares pretendia voltar para a cidade onde família mora em Minas Gerais. A morte cerebral de Lúbia Freitas, de 28 anos, foi confirmada no sábado (25) pelo Hospital das Clínicas, onde ela estava internada desde quinta-feira (23).

De acordo com as informações da polícia, Lúbia foi atingida na cabeça dentro da casa onde morava com o marido, Wilian de Sá, e a filha deles, de 5 anos.

Eles eram casados há 7 anos, segundo irmão da vítima. “Ela nunca tinha reclamado de nada dele antes, mas nos últimos meses eles estavam se desentendendo, ela descobriu uma traição e quis se separar, foi quando começaram as ameaças. Um dia antes do crime, ele apontou a arma para ela e para minha sobrinha. O crime foi premeditado, ele atirou nela porque sabia que ela ia embora. Menos de um mês antes, ela foi para Minas e já tinha procurado uma casa, ela ia embora com a filha. Ele não aceitou a separação”, conta Charles Freitas.

De acordo com informações da polícia, Lúbia procurou a Delegacia de Defesa da Mulher um dia antes do crime para fazer um registro de agressão, mas não teria mencionado a ameaça com a arma.

Ainda segundo a polícia, ela também já tinha procurado a polícia no ano passado. “Não há registro no boletim policial de uso de arma de fogo, de posse de arma de fogo, por isso ela foi orientada a pedir as medidas de proteção protetiva que julgasse conveniente. Mas isso não aconteceu. Ela não procurou a Delegacia da Mulher”, afirma o delegado seccional Wilson Carlos Frazão.

Lúbia também chegou a pedir ajuda a um amigo nas redes sociais. Nas mensagens trocadas com um amigo em uma rede social dias antes do crime, Lúbia pediu ajuda ao rapaz. Em uma delas, ele diz que Lúbia devia ir à Delegacia da Mulher fazer a denúncia. Ela responde que já esteve lá duas vezes. O rapaz insiste pra ela voltar à delegacia, fazer um novo boletim de ocorrência, contando que estava sendo ameaçada e estava com medo acontecer algo pior.

A família ficou sabendo dessas ameaças e sabia que a vítima tinha procurado a polícia. “Ela procurou a polícia, mas não contou como tudo acontecia, porque apesar de tudo ele era o marido dela e ela dedicou boa parte da vida para ele, para filha deles. A Lúbia era uma pessoa muito boa, tentou fazer o casamento dar certo e não imaginava que ele fosse fazer isso. Foi uma covardia imensa. Ela era muito dedicada e tinha muitos sonhos para realizar ainda”, lamenta o irmão.

A Justiça decretou a prisão de Wilian na sexta-feira (24) e ele é considerado foragido. O suspeito é funcionário da Fundação Casa há 11 anos. Segundo o sindicato dos funcionários, ele teria pedido afastamento por 15 dias alegando sofrer de depressão.

A assessoria de imprensa da Fundação Casa informou em nota que o servidor sempre teve boa conduta. A nota diz ainda que Wilian é servidor desde 2006 e passou a exercer a função de coordenador de equipe de segurança desde 2012. A Fundação Casa lamentou o ocorrido. A nota informa ainda que, durante o mês de fevereiro, Wilian trabalhou normalmente. Já no mês de janeiro, ele apresentou atestado de afastamento médico por 13 dias.

Segundo Charles, a filha do casal está sob os cuidados da avó paterna, mas eles pretendem entrar na Justiça pela guarda da menina. A família autorizou a doação dos órgãos de Lúbia e o corpo dela deve ser liberado na tarde deste domingo (26). O velório e enterro serão realizados em Porteirinha (MG), cidade onde a família da vítima mora.

* Com informações Guilherme Lopes e Romeu Neto/ TV TEM

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