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Ônibus é atingido por tiros ao passar por bar onde jovem morreu baleado em Ribeirão Preto

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Um ônibus do transporte coletivo de Ribeirão Preto foi atingido por tiros de arma de fogo durante uma briga de bar que acabou em morte no fim de semana no Parque Ribeirão, zona oeste da cidade.

Os disparos, que atingiram o vidro traseiro e a lataria do veículo, foram dados na manhã do sábado (3) na Avenida Monteiro Lobato onde um jovem de 24 anos morreu baleado. Um deles passou a centímetros da cabeça de uma passageira que viajava no fundo do ônibus.

O responsável pelos tiros não foi preso. A Polícia Civil investiga o homicídio. A EPTV procurou o Consórcio Pró-Urbano, mas o órgão não falou sobre o assunto nesta segunda-feira (5).

Estar viva para falar sobre o caso mais parece uma questão de sorte para a técnica em enfermagem, que prefere não ser identificada. Ela era a única passageira na última fileira de bancos do ônibus, bem próximo ao vidro atingido por volta das 6h30.

A jovem estava do lado direito do veículo. O tiro atingiu a altura de sua cabeça, mas do outro lado.

    "Eu estava escutando música e escutei um barulho muito alto. Olhei pra trás achando que eram fogos e aí vi que era tiro. Um tiro atingiu o vidro do ônibus e eu abaixei, porque ele [suspeito] continuou atirando, tanto que o outro tiro acertou a lataria do ônibus. Fiquei assustada. Foi muito tenso", lembra.

Outras quatro pessoas estavam no ônibus, mas mais à frente, e ninguém foi atingido. Depois de se afastar do local, o motorista parou o ônibus. A passageira conta que ficou sem reação diante do que havia acabado de acontecer.

"Fiquei uns cinco minutos parada. O que aconteceu? Demorei. Eu estou viva, não sabia se eu ria, ao mesmo tempo eu chorava", diz.

O desfecho, segundo ela, poderia ter sido diferente se o coletivo estivesse mais cheio, como costuma estar de segunda a sexta.

Apesar do medo de continuar a usar o transporte público na cidade, a passageira afirma que não existem muitas alternativas. "Tento pegar outro ônibus, passo em outro caminho , fazer outra coisa, mas é difícil", afirma. (EPTV)

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