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Caso Mariana: vídeo inédito mostra insistência de suspeito em ajudar universitária

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marianaNovas imagens obtidas pelo Fantástico e G1 mostram a insistência do suspeito Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, em ajudar a universitária Mariana Forti Bazza, de 19 anos, para trocar o pneu do carro, em Bariri . Mariana sumiu após aceitar a ajuda na terça-feira (24) e foi achada morta na zona rural de Ibitinga um dia depois.

No vídeo, é possível ver o momento em que Mariana saí com o carro perto da academia junto com a amiga, Heloísa Passarello, que estava em uma moto. Na sequência, ela para o veículo e o suspeito aparece atravessando a rua para abordar as jovens.

O homem estava com um celular e oferece ajuda. Em seguida, após Mariana recusar, ele atravessa e volta para a chácara.

Mariana e a amiga ficam por alguns minutos em frente da academia, quando Heloísa sai com a moto. Neste momento, Rodrigo volta a atravessar a rua e abordar novamente a universitária.

 "Naquele momento, era como caiu um anjo do céu. Caiu um anjo aqui pra mim, e vai trocar o pneu aqui pra mim. Como se fosse uma pessoa muito educada, uma pessoa muito prestativa", diz Heloísa.

De acordo com a amiga, ela pediu para que Mariana fosse embora, mas ela preferiu tentar ligar para o pai ou primo.

"Eu falei 'vai embora. Dá tempo de você chegar em casa'. E ele pega e fala assim 'não vai dar tempo. Se for embora com o pneu desse jeito, vai estragar o pneu'. Falei então que eu ia embora porque senão eu ia me atrasar. Nisso ele já tinha atravessado a avenida, falado que se precisasse era só chamar. E eu fui embora', relata.

Ficha criminal

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Mariana e a amiga não imaginavam que aquele homem já tinha praticado vários crimes e que as vítimas eram sempre mulheres. A primeira condenação de Rodrigo Alves por crime sexual aconteceu em 2001.

Armado com uma faca, ele atacou uma estudante de 18 anos, que foi violentada, aqui na zona leste de São Paulo. Por esse crime, Rodrigo passou 13 anos na cadeia. Depois, quando ganhou a liberdade, voltou a roubar e a estuprar.

Em janeiro de 2015, em Itápolis, interior de São Paulo, uma mulher fez acusações graves. Disse que Rodrigo invadiu a casa dela e mandou que ela ficasse nua. Segundo a vítima, Rodrigo ficava se encostando nela. Depois, pegou um computador da casa e fugiu. Nesse caso, ele foi absolvido por falta de provas.

Em outubro de 2015, uma acusação parecida, desta vez na cidade de Bariri. Uma outra mulher disse à polícia que rodrigo se passou por instalador de cerca elétrica para entrar na casa dela.

Depois, ele fez ameaças com uma faca e também mandou que ela ficasse nua. Rodrigo foi acusado de roubar R$ 740 em dinheiro da vítima, além de uma câmera fotográfica, um celular e um relógio.

Ele teve a prisão decretada, ficou foragido por um tempo mas acabou indo pra cadeia em fevereiro de 2016. Rodrigo foi condenado nesse caso a 6 anos e 5 meses de prisão por roubo.Há cerca de um mês, ele ganhou a liberdade condicional e conseguiu o bico de pintor na chácara, em frente à academia.

Heloísa, a amiga de Mariana e uma das principais testemunhas do caso, faz faculdade de direito e diz que quer se dedicar em homenagem à amiga.

"Eu sempre desconfio muito de todo mundo. Talvez se eu tivesse com ela naquele momento, nada disso teria acontecido. Agora é o momento de eu estudar, o momento de eu dedicar ao meu estudo não somente a mim, ao meu sonho, mas também a ela. Que a cada segundo meu dentro da sala de aula vai ser dedicado a ela", diz.

Nas redes sociais, a jovem fez um desabafo alegando que se sente culpada por não ter impedido a amiga de aceitar a ajuda. "Desculpas à você. Desculpa por não ter ido embora com você", diz na postagem.

G1

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