A descoberta de um fóssil paralisou por dois meses as obras de duplicação da Rodovia Leonor Mendes de Barros, entre as cidades de Marília e Júlio Mesquita, a aproximadamente 370 quilômetros de São Paulo.

O fóssil, que os paleontólogos acreditam ser um fêmur, com cerca de 1 metro e meio, seria de uma espécie do período Cretáceo, conhecido como período final da "Era dos Dinossauros", ocorrido há pelo menos 65 milhões de anos.

O fóssil foi encontrado a 20 metros da superfície e a poucos centímetros da lateral de um talude. Após a descoberta, a obra precisou ser paralisada por dois meses para que uma equipe de paleontólogos fizesse a extração, que deve ser concluída nesta segunda-feira (26).

O Governador João Doria anunciou neste domingo (13) que toda a população adulta dos 645 municípios de São Paulo deverá estar vacinada contra a COVID-19 até 15 de setembro, antecipando em 33 dias a estimativa de conclusão do cronograma anterior. Com o novo calendário, pessoas com idade a partir de 40 anos poderão se vacinar contra o coronavírus ainda neste mês.

“Pessoas na faixa etária de 40 a 59 anos que seriam vacinadas apenas no mês de julho agora serão vacinadas em junho. Isso é fruto de trabalho planejamento e logística do sistema de saúde pública de São Paulo. É uma vitória do trabalho e da ciência, de respeito à saúde e à vida e senso de urgência para proteger vidas. A vacina vai vencer o vírus, a saúde vai vencer o negacionismo e nós, aqui em São Paulo, estamos ao lado da ciência, da saúde e da vida”, declarou o Governador.

O governo de São Paulo divulgou um novo calendário nesta nesta quarta-feira (2) e anunciou as datas estimadas da vacinação de toda a população do estado com mais de 18 anos. Pelo calendário, a vacinação deve ser concluída até 31 de outubro, mas dependerá da chegada de remessas de vacina do governo federal.

Calendário estimado do governo de SP
1 a 20 de julho: 55 a 59 anos
2 a 16 de agosto – 50 a 54 anos
17 a 31 de agosto – 45 a 49 anos
1 a 10 de setembro – 40 a 44 anos
11 a 20 de setembro – 35 a 39 anos
21 a 30 de setembro – 30 a 34 anos
1 a 10 de outubro - 25 a 29 anos
11 a 31 de outubro - 18 a 24 anos
Segundo Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, o calendário foi montado levando em conta a projeção de entregas disponíveis no site do Ministério da Saúde.

A prefeitura de Ibitinga informou neste domingo (30) mais dez mortes de moradores provocadas pela Covid-19 durante este fim de semana - quatro delas foram informadas no sábado (29). Com isso, a cidade soma 225 óbitos desde o início da pandemia.

As vítimas são sete mulheres (duas de 64 anos e as demais com 37, 39, 44, 53 e 90 anos) e três homens (com 46, 54 e 59 anos), todos internados na Santa Casa local.

Ibitinga contabiliza 8.158 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia, além de outros 225 casos considerados suspeitos, à espera do resultado de exames. Até agora, 7.334 ibitinguenses conseguiram se curar.

A Covid-19, como outras doenças, causa alterações metabólicas no organismo que se manifestam no odor dos fluidos corporais. Humanos não possuem um olfato sensível o suficiente para detectá-los – mas outros animais, como os cães, dão conta do trabalho. Em um estudo realizado na Alemanha, oito cachorros treinados conseguiram identificar corretamente as amostras de Covid-19 em 94% dos casos.

Os cientistas holandeses, em parceria com a startup InsectSense, queriam ver se o mesmo valeria para as abelhas. Elas conseguem encontrar flores a quilômetros de distância, e também foram eficientes em identificar a Covid-19.

Todas as vezes que as abelhas eram expostas a uma amostra contaminada, os pesquisadores ofereciam uma solução de água com açúcar, e os insetos esticavam a língua para bebê-la (veja na foto abaixo). Quando os insetos eram expostos a amostras saudáveis, os cientistas não ofereciam nada.

Na bucólica Praça da Matriz de Serrana, o pipoqueiro Geniovar Vieira dos Santos, de 80 anos, encosta a bicicleta em um banco de concreto e senta para descansar. Há meses ele não se sentia seguro para passar um tempo na praça que o consagrou, como gosta de dizer, “o pipoqueiro profissional da cidade”. Mas ver seu pequeno município imunizado em massa contra o vírus que assusta o mundo há mais de um ano reacendeu seus planos de voltar a aceitar convites para fazer pipoca nas festas de aniversário. “Não sei se vou voltar a trabalhar aqui todo dia, estou cansado. Mas tenho saudade de fazer pipoca aqui na praça e nas festas da cidade, mesmo que seja de vez em quando”, diz.

Vieira é sergipano, mas vive há mais de quatro décadas na cidade de quase 46.000 habitantes do interior paulista, onde criou seus 11 filhos. E no início de abril foi completamente vacinado contra o coronavírus, assim como quase todos os seus vizinhos, em um projeto piloto do Instituto Butantan que procura entender qual a capacidade da vacina Coronavac, a mais aplicada no país, para minimizar a pandemia em um cenário real. “Serrana agora está famosa. Foi uma beleza chegar essa vacina aqui”, comemora, enquanto acomoda um chapéu sobre a cabeça.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) constatou que as máscaras de algodão, as mais comumente usadas pela população na prevenção da covid-19, têm eficiência de 20% a 60%. A pesquisa, divulgada no último dia 4, foi publicada na revista Aerosol Science & Technology.

O estudo mediu a eficiência de filtração de aproximadamente 300 máscaras faciais, de diferentes tecidos, máscaras cirúrgicas e as PFF2 – sigla para peça facial filtrante com eficiência de, pelo menos, 94% segundo classificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Para realizar o teste, os pesquisadores produziram partículas de aerossol de tamanhos variados e observaram a concentração delas no ar antes e depois da filtragem pela máscara.

Pacientes que precisam ser internados para tratar a Covid-19 ficam, em média, 22 dias no hospital, de acordo com dados de uma pesquisa que traça o perfil dos doentes divulgada pelo SUS. Tanto tempo parado - e muitas vezes desacordado - pode deixar a recuperação ainda mais lenta, mas uma técnica desenvolvida no Brasil tem ajudado a minimizar os efeitos de sequelas nos pacientes.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento que estimula músculos de pacientes sedados com correntes elétricas, como se a pessoa que recebe este tratamento estivesse em uma academia ou sendo atendida por fisioterapeutas.

De acordo com o CEO da Visuri, Henrique Martins, a técnica "mantém todo o sistema neuromuscular do paciente intacto, enquanto o mesmo está desacordado, com segurança". "O procedimento mede todas as condições e entrega doses rigorosas, mas sem causar lesões", afirmou Martins.

O contrato que prevê aquisição de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer será assinado ainda nesta semana. A informação foi confirmada à reportagem da CNN, pelo próprio ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A nova remessa deve chegar ao Brasil ainda neste ano, entre outubro e dezembro. Após a entrega do primeiro lote de 100 milhões de doses já acertado anteriormente.

As internações e mortes por covid-19 começaram a diminuir após quatro semanas de infecções desaceleradas no Brasil, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (30).

"Os casos agora diminuíram por quatro semanas consecutivas, e as internações e mortes também estão diminuindo. Isso é uma notícia boa e esperamos que essa tendência continue", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva.

Ao participar de uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (30) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que "é possível garantir" que toda a população brasileira será vacinada contra a Covid-19 até o final de 2021.

"Temos doses suficientes para o segundo semestre e é possível se garantir que até o final do ano de 2021 tenhamos nossa população inteiramente vacinada", afirmou o ministro.

Queiroga disse que o país terá 500 milhões de doses de vacina até o fim do ano.

A vacinação em massa contra a Covid-19 que será realizada em Botucatu (SP) tem o objetivo de avaliar o impacto da imunização com as doses da vacina Oxford/Astrazeneca, distribuída no Brasil pela Fiocruz, na rotina de vida dos moradores, incluído a eficácia contra novas cepas do vírus.

O infectologista e professor da Unesp de Botucatu, Carlos Magno Fortaleza, que coordenará esse estudo do Ministério da Saúde na cidade explica que a pesquisa difere dos ensaios clínicos que foram realizados antes do uso da vacina exatamente por avaliar como a imunização age na “vida real”.