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EUA pretendem enviar dólares à Venezuela para socorro pós-Maduro

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Os Estados Unidos planejam enviar dólares em "espécie" à Venezuela como parte do "plano de socorro e reestruturação" da economia venezuelana após a eventual saída do presidente Nicolás Maduro, revelou nesta quarta-feira o conselheiro econômico da Casa Branca Larry Kudlow.

 

 

"Os dólares são a resposta", disse o principal assessor econômico do presidente Donald Trump durante um evento organizado pelo jornal The Christian Science Monitor.

Kudlow manifestou seu entusiasmo com o plano da administração Trump para revitalizar a economia da Venezuela, mergulhada em uma severa crise que Washington atribui à administração de Maduro.

"Estamos trabalhando com bancos na região, temos planejamento monetário, temos planejamento com o FMI. E nos moveremos tão rápido como possível", disse Kudlow, acrescentando que "estamos muito envolvidos com isto, que chamamos de 'Dia 2'", o plano que prepara junto com o assessor de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, e o Departamento do Tesouro.

A Venezuela, outrora uma potência petroleira que viu sua produção cair vertiginosamente nos últimos 30 anos, está mergulhada numa crise econômica que segundo a ONU obrigou 2,7 milhões de pessoas a abandonar o país desde 2015.

Kudlow - diretor do Conselho Econômico Nacional - deplorou a "crise humanitária", "política" e "de interferência estrangeira de Cuba, Rússia e China" na Venezuela e destacou Maduro, considerado um ditador por Washington, "precisa ser substituído".

Os Estados Unidos têm pressionando desde janeiro para que Maduro renuncie ou seja derrubado, mas o presidente venezuelano, apoiado pelos militares, já declarou que jamais renunciará.

"Queremos ele fora", e quando isto acontecer a ajuda para a reestruturação econômica da Venezuela "começará de imediato".

- Dinheiro através de iPhones -

Kudlow explicou que a iniciativa busca colocar dinheiro em "espécie" na Venezuela através de "bancos, iPhones, aplicativos e outras formas inteligentes".

"O dinheiro não será em bolívares, e sim em dólares, ao menos a princípio", declarou.

O Fundo Monetário Internacional prevê uma inflação de 10.000.000% para 2019 na Venezuela, mergulhada em uma crise econômica que já provocou a saída de 2,7 milhões de pessoas do país desde 2015.

"Estamos desenvolvendo uma visão muito completa do que acreditamos ser um plano extremamente efetivo. "Estamos prontos para ir".

Segundo Kudlow, as discussões incluem representantes do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Kudlow não descartou sanções econômicas adicionais para forçar a saída de Maduro.

"Faremos o que for necessário", disse.

Os Estados Unidos já estabeleceram medidas punitivas contra mais de 80 funcionários e ex-funcionários da Venezuela, incluindo Maduro, e cerca de 30 entidades, entre elas estatal petroleira PDVSA.

"Os presidentes da ( petroleiras) Chevron e de ConocoPhilips nos respaldam totalmente nisto. Eles também não estão contentes. A PDVSA é o coração da corrupção na Venezuela e a forma de financiamento do governo corrupto", decalarou Kudlow.

- Ajuda de 400 milhões de dólares-

Senadores democratas e republicanos apresentaram nesta quarta-feira o projeto de lei VERDAD para ajudar a "restabelecer a democracia" e atender a "crescente crise humanitária" na Venezuela, que eleva a 400 milhões de dólares a assistência.

VERDAD, siglas em inglês de 'Venezuela Emergency Relief, Democracy Assistance and Development Act' ('Lei de Assistência à Democracia, de Desenvolvimento e de Alívio de Emergência para a Venezuela'), autoriza a remoção de sanções a funcionários que não estejam envolvidos em violações de direitos humanos e reconheçam Guaidó, e acelera a estruturação das instituições financeiras para reconstruir o país na era pós-Maduro, entre outras medidas.

A iniciativa é defendida pelo legislador democrata por Nova Jersey Bob Menéndez, o integrante de maior nível na hierarquia do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e pelo republicano Marco Rubio (da Flórida), considerado um dos artífices da estratégia do governo Trump para tirar Maduro do poder.

A agência americana para o desenvolvimento internacional USAID informou nesta quarta-feira que Washington destinou desde 2017 mais de 195 milhões de dólares para assistência humanitária e desenvolvimento em apoio aos países latino-americanos que receberam venezuelanos, e anunciou em janeiro estar em condições de ceder 20 milhões de dólares adicionais.

 

Fonte: AFP - Por Alina DIESTE

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