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O calor aperta, o suor escorre e o corpo entra em modo de adaptação. Para manter a temperatura interna estável, o organismo aciona uma série de mecanismos automáticos –e o sistema cardiovascular está no centro dessa resposta.

Em dias muito quentes, o coração trabalha mais, a pressão arterial tende a cair e, em algumas pessoas, esse ajuste pode sair do controle, aumentando o risco de mal-estar, arritmias e até eventos graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ondas de calor cada vez mais frequentes têm ampliado esse risco, sobretudo entre idosos e pessoas com doenças cardiovasculares.

O primeiro ajuste do corpo: dilatar os vasos
Quando a temperatura sobe, os vasos sanguíneos —principalmente os da pele— se dilatam para facilitar a dissipação do calor. Esse processo reduz a resistência vascular e tende a baixar a pressão arterial.

“O organismo tenta compensar essa queda acelerando os batimentos cardíacos para manter o fluxo adequado de sangue”, explica Fernando Ribas, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Em pessoas saudáveis, esse ajuste costuma funcionar. Em outras, a engrenagem falha.

A vasodilatação, somada à perda de líquidos pelo suor, reduz o volume de sangue circulante. Com menos sangue retornando ao coração, o corpo força o aumento da frequência cardíaca, o que pode provocar sintomas típicos do calor intenso, como tontura, fraqueza, escurecimento da visão e sensação de desmaio.

Pessoas com predisposição, como quem tem hipotensão postural ou síncope vasovagal, tendem a sentir esses efeitos com mais intensidade.

 Morreu neste domingo (11), aos 49 anos, a atriz Titina Medeiros, que participou de novelas como Cheias de Charme (2012) e No Rancho Fundo (2024), na TV Globo. A atriz enfrentava um câncer no pâncreas.

Izabel Cristina de Medeiros, a Titina, nasceu em Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, mas foi criada na cidade vizinha, em Acari.

Além das atuações em novelas, séries e filmes, a atriz potiguar fazia parte ainda de grupos de teatro, como o Casa de Zoé, e o Candeia, no qual era diretora.

A atriz ficou nacionalmente conhecida com a personagem Socorro, a "personal colega" de Chayene, personagem de Cláudia Abreu, na novela Cheias de Charme, exibida em 2012. Esse foi o primeiro trabalho dela em novelas.

Ela participou ainda de novelas como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes e Mar do Sertão.

O calor faz com que muitos tutores levem seus animais de estimação até piscinas, ao mar, rios e lagos, mas você sabia que nem todo pet sabe nadar? A médica veterinária Juliana Morika Sonoda, de Itapetininga (SP), explica quais são os cuidados necessários que devem ser buscados ao frequentar esses espaços.

É isso mesmo: nem todos os animais sabem nadar. Ao g1, a veterinária alertou que apesar de muitas pessoas acreditarem o contrário, alguns pets podem apresentar dificuldades. “Alguns cães têm facilidade, mas não é uma regra e nem um instinto universal”, completou. Para aqueles que desejam ficar à beira d'água com os animais, confira abaixo outras orientações indicadas por Juliana.

O contato do pet com a água

À reportagem, a profissional indicou alguns sinais de dificuldade ao nadar que os pets podem apresentar: movimentos descoordenados, cabeça baixa ou afundando, respiração ofegante e tentativas desesperadas de sair da água.

As raças braquicefálicas, que possuem o focinho curto, como Bulldog, Pug e Shih Tzu, possuem mais dificuldade para respirar e flutuar. “Nesses casos, o uso de colete é essencial ou o contato com água deve ser evitado”.

Já outros pets como Labrador, Golden Retriever, Terra Nova, Spaniel e Poodle têm estrutura corporal e pelagem favoráveis para atividades aquáticas.

A geleira Breiðamerkurjökull, no sudeste da Islândia, recuou cerca de 6 quilômetros nos últimos 25 anos, de acordo com imagens de satélite do programa Copernicus, da União Europeia. O deslocamento do limite da geleira reflete um processo contínuo de perda de gelo associado ao aumento das temperaturas e a mudanças nos padrões de precipitação.

As informações são baseadas em imagens captadas em 11 de novembro de 2025 por um dos satélites Sentinel-2, que permitem comparar a posição atual da geleira com registros de 1990 e 2016. As linhas traçadas sobre a imagem mostram, em sequência, a extensão antiga, intermediária e atual do gelo.

Degelo visível no sudeste da Islândia

A Breiðamerkurjökull é um braço do manto de gelo Vatnajökull, o maior da Europa. Ela avança em direção à lagoa glacial Jökulsárlón, uma das áreas mais monitoradas do país por concentrar sinais claros de retração acelerada do gelo.

Quando está quente, há grande perigo de sintomas que vão de incômodos a fatais. É preciso agir rápido, mas melhor ainda é saber como evitá-los.

Depois de algum tempo no calor, o corpo precisa de uma pausa. Quem fica muito tempo exposto ao sol corre o risco de sofrer uma insolação. E quem se esforça muito em ambientes quentes pode até sofrer um golpe de calor.

Aqui estão algumas dicas para evitar essas situações e o que fazer caso ocorram.

O que é uma insolação?
Muito sol na região da cabeça e do pescoço pode causar insolação. As meninges e o tecido cerebral ficam irritados com o superaquecimento e pode ocorrer a chamada meningite asséptica, uma inflamação das meninges que não é causada por bactérias.

Um colapso do sistema de correntes oceânicas que aquece o hemisfério norte pode levar a Europa a ser palco de uma "pequena era do gelo" antes do esperado. A conclusão é de um estudo coordenado por cinco institutos internacionais de pesquisa sobre o clima que foi publicado na revista Environmental Research Letters.

Segundo a pesquisa, a Circulação Meridional de Revolvimento Meridional do Atlântico (Amoc), que também inclui a Corrente do Golfo, pode entrar em colapso completo após o ano de 2100 se as emissões de gases do efeito estufa continuarem altas.

A Amoc é um fenômeno crucial para manter o clima do noroeste da Europa mais ameno que, por exemplo, regiões do Canadá na mesma latitude. Um eventual colapso não só provocaria invernos bem mais extremos na Europa como reduziria a umidade que chega ao continente, provocando secas no verão, além de deslocamentos nas faixas de precipitação tropical.

Cientistas britânicos afirmam que os humanos antigos aprenderam a produzir fogo há cerca de 400 mil anos — um salto de centenas de milhares de anos em relação às estimativas mais aceitas até agora. A conclusão vem de um estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista científica Nature e se baseia em evidências encontradas em um sítio arqueológico no leste da Inglaterra.

Até então, o uso controlado do fogo era atribuído a populações neandertais que viveram no norte da França há cerca de 50 mil anos. As novas descobertas empurram esse marco para muito mais atrás no tempo e reforçam a ideia de que habilidades técnicas e cognitivas complexas surgiram bem antes do que se imaginava.

 Vestígios de uma lareira pré-histórica

As evidências foram identificadas em Barnham, um sítio paleolítico no condado de Suffolk que é escavado há décadas. Pesquisadores liderados pelo Museu Britânico encontraram um conjunto de indícios que, analisados em conjunto, apontam para o uso intencional do fogo.

Entre eles estão um fragmento de argila cozida, machados de mão de sílex fraturados por calor intenso e dois pedaços de pirita de ferro — um mineral que produz faíscas quando friccionado contra o sílex. Esse último detalhe foi decisivo: a pirita não ocorre naturalmente na região, o que indica que foi coletada e levada até ali de forma deliberada.

Durante anos, cientistas souberam que alguns tipos de câncer não seguem o “ritmo esperado” de evolução. Em vez de acumular mutações lentamente, como acontece na maioria dos tumores, eles parecem dar saltos bruscos — mudam rápido, se adaptam e escapam dos tratamentos. Agora, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego ajuda a explicar por quê.

A pesquisa identificou a enzima responsável por iniciar a cromotripsia, um fenômeno em que um cromossomo inteiro se quebra em dezenas — às vezes centenas — de pedaços e é remontado de forma desordenada dentro da célula.

O resultado é um verdadeiro caos genético, que favorece o crescimento do câncer e sua resistência às terapias.

 O que é cromotripsia e por que ela assusta os cientistas

Em condições normais, alterações no DNA acontecem aos poucos. Já na cromotripsia, tudo ocorre de uma vez só, como se um livro fosse rasgado em dezenas de páginas e depois reencadernado fora de ordem.

Esse tipo de evento é considerado raro em células saudáveis, mas surpreendentemente comum em tumores. Estimativas indicam que cerca de um em cada quatro cânceres humanos apresenta sinais de cromotripsia. Em alguns tipos, como o osteossarcoma (um câncer ósseo agressivo), ela está presente em praticamente todos os casos.

Esse processo dá ao tumor uma vantagem evolutiva: com tantas alterações genéticas de uma só vez, as células cancerígenas podem encontrar rapidamente caminhos para driblar medicamentos e continuar se multiplicando.

O mistério: quem ‘quebra’ o cromossomo?
Apesar de a cromotripsia ter sido descrita há mais de dez anos, os cientistas ainda não entendiam como esse processo começava. Sabia-se apenas que ele estava ligado a falhas na divisão celular — o momento em que uma célula se divide em duas.

Em uma divisão normal, os cromossomos ficam organizados dentro do núcleo da célula, protegidos por uma espécie de “capa”. Mas, quando ocorre um erro, um cromossomo pode ficar isolado do resto e acabar preso dentro de uma estrutura menor e muito mais frágil, chamada micronúcleo.

Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto (EERP-USP) apontou que a prática regular de meditação pode diminuir a dor crônica em mulheres com Disfunção Temporomandibular (DTM).

O estudo acompanhou 53 mulheres entre 18 e 61 anos ao longo de oito semanas e registrou melhora no limiar de dor, redução de marcadores inflamatórios e benefícios emocionais associados ao estresse e à sensibilidade dolorosa.

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma condição que afeta as articulações responsáveis por abrir e fechar a boca e os músculos da mastigação. Pode causar estalos, dificuldade de mastigar, dores na mandíbula, cabeça e ouvido, além de impacto na rotina e na saúde mental.

 Segundo especialistas, é de duas a três vezes mais comum em mulheres e, quando se torna crônica, tende a alterar mecanismos do sistema nervoso central, ampliando a percepção da dor.

O estudo foi conduzido no Centro de Mindfulness e Terapias Integrativas da USP, e publicado no Journal of Oral Rehabilitation. Nele, os pesquisadores buscaram avaliar como a meditação de atenção plena, o "mindfulness", poderia ajudar mulheres que convivem com o problema.

Um telescópio no Chile capturou uma nova e impressionante imagem de uma majestosa e graciosa borboleta cósmica.

O NoirLab da Fundação Nacional de Ciência divulgou a imagem na quarta-feira (27).

Fotografada no mês passado pelo telescópio Gemini Sul, a Nebulosa Borboleta, cujo nome é bastante apropriado, está localizada a uma distância de 2.500 a 3.800 anos-luz na constelação de Escorpião. Um ano-luz equivale a 6 trilhões de milhas.

Um estudo inédito do MapBiomas revela que 107 mil hectares da Antártica estão atualmente sem gelo, o equivalente a 1% do continente com presença de vegetação.

O número pode parecer pequeno, mas é significativo em um continente, o mais isolado do planeta Terra, que historicamente permanece congelado.

O fenômeno tem intrigado pesquisadores. A Antártica – conhecida pelo gelo predominante em quase toda sua paisagem – está ficando mais verde.

Musgos, liquens e algas estão ocupando áreas que antes permaneciam congeladas. E, segundo cientistas, isso é mais um sinal de que as mudanças climáticas estão avançando rapidamente.

O levantamento analisou imagens de satélite entre 2017 e 2025 e é o primeiro a detalhar, em escala continental, como essas áreas estão mudando.

 Para identificar zonas sem gelo e mapear a vegetação, além de dados de satélite Sentinel-2, a equipe utilizou algoritmos e um índice que detecta atividade de fotossíntese.

O Dia da Antártica é celebrado nesta segunda-feira (1º), data em que é comemorado o 66º aniversário da assinatura do Tratado da Antártica.

Dois em cada três suplementos avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentam algum tipo de irregularidade. O levantamento mais recente da agência mostra falhas em ingredientes, doses e validade, além de produtos sem testes de pureza e estabilidade, etapas obrigatórias para garantir a segurança de consumo.

A alta taxa de reprovação —65% dos suplementos analisados até julho de 2025— expõe a fragilidade do controle sanitário em um mercado que movimenta bilhões de reais por ano, impulsionado por promessas de bem-estar, performance e emagrecimento.

Mesmo diante desse cenário, a Anvisa prorrogou até 2026 o prazo para que as empresas se adequem às normas de segurança e qualidade, originalmente previstas para entrar em vigor neste ano.

Médicos e nutricionistas ouvidos pelo g1 afirmam que o uso indiscriminado desses produtos, aliado à ausência de fiscalização efetiva, expõe os brasileiros a riscos hepáticos, cardiovasculares, renais e hormonais.

“Encontramos falhas em dois terços dos produtos avaliados. Isso mostra que o setor ainda não está em conformidade com o padrão de segurança exigido”, afirmou a gerente de regularização de alimentos da Anvisa,Patrícia Ferrari Andreotti, em audiência pública na Câmara dos Deputados, em setembro de 2025.