O calor faz com que muitos tutores levem seus animais de estimação até piscinas, ao mar, rios e lagos, mas você sabia que nem todo pet sabe nadar? A médica veterinária Juliana Morika Sonoda, de Itapetininga (SP), explica quais são os cuidados necessários que devem ser buscados ao frequentar esses espaços.

É isso mesmo: nem todos os animais sabem nadar. Ao g1, a veterinária alertou que apesar de muitas pessoas acreditarem o contrário, alguns pets podem apresentar dificuldades. “Alguns cães têm facilidade, mas não é uma regra e nem um instinto universal”, completou. Para aqueles que desejam ficar à beira d'água com os animais, confira abaixo outras orientações indicadas por Juliana.

O contato do pet com a água

À reportagem, a profissional indicou alguns sinais de dificuldade ao nadar que os pets podem apresentar: movimentos descoordenados, cabeça baixa ou afundando, respiração ofegante e tentativas desesperadas de sair da água.

As raças braquicefálicas, que possuem o focinho curto, como Bulldog, Pug e Shih Tzu, possuem mais dificuldade para respirar e flutuar. “Nesses casos, o uso de colete é essencial ou o contato com água deve ser evitado”.

Já outros pets como Labrador, Golden Retriever, Terra Nova, Spaniel e Poodle têm estrutura corporal e pelagem favoráveis para atividades aquáticas.

Hidratantes, máscaras, esfoliantes e séruns são alguns dos produtos essenciais no “skincare”, principalmente das mulheres. Mas essa rotina de cuidados não faz parte só do “mundo humano”. Os pets também precisam cuidar da pele.

Pensando nisso, um médico veterinário de Presidente Prudente (SP) resolveu reforçar as orientações por meio das redes sociais — iniciativa que tem contribuído para a qualidade de vida dos nossos amigos de quatro patas.

Conforme o dermatologista veterinário Luís Felipe da Costa Zulim, cães e gatos também estão sujeitos a dermatites e alergias, seja por fatores sazonais ou externos. Segundo o especialista, as doenças de pele mais comuns são aquelas relacionadas a alergias.

“A dermatite atópica é muito comum em cães que estão em alta, como Shih-tzu, Buldogue Francês e Golden Retriever”, contou ao g1.

Essas dermatopatias, ou doenças de pele, acabam sendo mais frequentes por conta da variedade de raças e suas particularidades — como tipos de pelagem (longa, média, curta), peles mais ressecadas ou mais oleosas.

“[As dermatites e doenças de pele] causam desconforto, porque o animal não tem a proteção adequada na pele e tem bastante inflamação e coceira. Então, os cuidados de skincare auxiliam higienizando e hidratando e, consequentemente, proporcionando conforto ao animal”, explicou Zulim.

A queda nos índices de umidade relativa do ar e a escassez de chuva nesta época do ano no interior de São Paulo, principalmente na região de São José do Rio Preto, fazem com que os tutores entrem em alerta para o risco de problemas respiratórios em alguns pets.

Mudanças de hábito e acompanhamento com profissional especializado podem ajudar a amenizar esses sintomas em cães e gatos.

Cristiane Ribeiro da Silva é operadora de caixa em Rio Preto e descobriu que Thor, um cão da raça Shih Tzu, enfrentava problemas para respirar devido às crises respiratórias durante a estiagem.

"Ele foi diagnosticado recentemente e, de março para cá, teve alguns sintomas, como tosse seca, bem leve, que foi aumentando no decorrer dos meses, e a gente começou a procurar ajuda por conta disso", revela em entrevista à TV TEM.

O animal, que já tem 11 anos, foi diagnosticado com bronquiolite crônica, uma inflamação nos brônquios que compromete a respiração e exige um tratamento monitorado e contínuo.

Thor necessita constantemente de remédios e de uma bombinha para controlar as crises respiratórias. A tutora sempre agasalha o animal em dias frios.

O mosquito Aedes aegypti, conhecido por transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, também representa risco para os pets. Isso porque ele pode contaminá-los com um verme chamado dirofilaria immitis, causador da dirofilariose. A transmissão ocorre por meio da picada de um mosquito infectado e as larvas do verme podem atingir o coração do pet.

A veterinária Yasmin Harumi Corrêa, de 29 anos, conta que a doença é conhecida como "verme do coração" porque as larvas circulam pela corrente sanguínea do animal, podendo atingir também os pulmões. Segundo a profissional, a contaminação ocorre exclusivamente pelo mosquito transmissor e não pelo contato direto entre animais infectados.

A prevenção contra a dirofilariose deve ser feita através do uso de antiparasitários e prevenção contra ectoparasitas e mosquitos, assim como o acompanhamento com o veterinário.

Os sintomas da doença podem variar, incluindo tosse, intolerância a exercícios e alterações nos batimentos cardíacos. No entanto, alguns animais podem ser assintomáticos, dependendo do estágio da infecção.

A veterinária orienta os tutores a buscarem avaliação profissional para um tratamento adequado. Ela também ressalta que a doença é mais comum em cães do que em gatos, e a recuperação depende da fase em que o animal se encontra.

O sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já está em fase final de teste e deve entrar em funcionamento em breve para que os tutores possam registrar seus bichos de estimação e emitir, gratuitamente, o RG Animal. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br, o portal de serviços do governo federal.

Organizações de resgate de animais e prefeituras também poderão cadastrar os bichos sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação, que incluirá um código de identificação (QR Code). Esse código poderá ser fixado na coleira do animal, permitindo que, via câmera do celular, qualquer pessoa consiga localizar o tutor.

A Lei 15.046/2024, aprovada em novembro pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 18, autorizou a criação do cadastro pela União. O sistema vai reunir informações sobre os proprietários e os pets, para facilitar o controle de zoonoses e o combate a abandono e maus-tratos de animais. A medida também deve proporcionar mais segurança em transações de compra e venda.

De acordo com a nova lei, o cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietário e dados sobre a procedência e características dos animais: raça, sexo, idade real ou presumida, vacinas aplicadas e as doenças contraídas ou em tratamento, além do local onde o animal é mantido. Será dever dos tutores informar sobre a venda, doação ou morte do bicho de estimação, apontando a causa.

Na hora de escolher um pet, muitas famílias estão optando por gatos a cães. Isso é o que aponta uma pesquisa do Instituto Pet Brasil (IPB). Segundo o estudo, em 12 meses, houve um aumento de 6% no número de gatos em lares brasileiros. São mais de 27 milhões de felinos entre as famílias do país. O número de cães também aumentou, mas segue menor, com 4%.

Na casa de Ariad Cerom, em São José do Rio Preto (SP), por exemplo, a sala, o quarto e até mesmo a cozinha foram adaptados para a presença das suas cinco gatas. Caixas de areia e tigelas com ração e água ficam espalhadas por todo o apartamento.

 Ela e o marido resgataram a primeira gata há 11 anos e, depois disso, pegaram amor pelos gatinhos. A facilidade no convivio com os felinos foi o que gerou esta preferência na hora de escolher os bichinhos de estimação.

"Cachorros, geralmente, não se adaptam bem aos apartamentos. Tem que descer para passear [com eles]. O gato, como é mais autônomo, exige menos da gente, e eles são muito fofos, carinhosos e companheiros. Quando estamos vendo televisão, elas estão todas em torno da gente, são muito afetuosas. Acabamos criando um vínculo, elas são tudo pra gente", diz Ariad.

Segundo o estudo do IPB, a preferência pelos gatos tem influência do estilo de vida das pessoas, que podem lidar com rotinas corridas ou casas e apartamentos cada vez menores.

 Foram exatamente esses os motivos que levaram Jhonatan Francis, dono de dois felinos, a fazer esta escolha.

Diante de temperaturas altas e recorde de umidade baixa por todo o estado, ter que lidar com o tempo seco e a saúde tem sido um desafio para os humanos. Mas já imaginou como essas condições podem afetar os pets?

Para responder a essa pergunta, o g1 conversou com uma especialista sobre a saúde dos pets, que apontou que raças da "cara achatada" e do focinho pequeno, têm mais problemas de saúde nestas condições.

A nova onda de calor elevou as temperaturas no interior de SP, além de fazer com que a Defesa Civil emitisse alerta para risco de incêndios e índices baixíssimos de umidade do ar. Além disso, as queimadas aumentaram a presença de fumaça na atmosfera, o que pode prejudicar a saúde da população e a dos animais.

Proteger e cuidar dos companheiros de quatro patas sempre é uma das prioridades dos "pais de pet", entretanto, este cuidado precisa ser redobrado quando se trata da saúde deles em dias frios.

Ao g1 especialista destacou as principais doenças que podem acometer os pets com a chegada do inverno e como podemos prevenir e tratar estas condições sem muitos problemas.

Tutores e seus animais precisam adaptar à rotina e cuidados necessários para garantir a qualidade de vida dos pets em dias com baixas temperaturas.

Segundo o veterinário Reynaldo Landgraft, de Itapetininga (SP), cães e gatos podem ter problemas nas articulações e até mesmo contrair gripe, assim como os humanos, porém, isso só acontece se o animal foi negligenciado a ponto de ficar exposto ao vento, não for secado corretamente após os banhos ou ficar exposto a bactérias em ambientes com falta de higiene.

Quem é tutor de pets já deve ter reparado o quanto seu animal fica diferente depois de um bom passeio. Mais animado, brincalhão e até mais obediente.

Não é à toa que os passeios são tão importantes para a saúde física e mental dos nossos pets, além de serem muito recomendados pelos veterinários.

Cerca de 30 minutos de atividade física por dia podem reduzir o risco de obesidade, doenças cardíacas e diabetes em cães.

Após idas e vindas ao plenário, os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovaram na tarde desta quarta-feira (12) o projeto de lei (PL) que regulamenta a venda de cães e gatos no território paulista.

O texto do PL estabelece as seguintes condições para a comercialização dos animais:

Quem é gateiro provavelmente já se deparou com esta situação: acordar no meio da noite ou de manhã com algum inseto ou animal pequeno trazido por seu gatinho, que aproveitou o dia para dormir e a noite para caçar.

Caminhas, sachês, brinquedos e caixas de areia não são suficientes para manter a curiosidade e o instinto selvagem dos gatos apenas dentro de casa. Segundo veterinários, eles sentem vontade de sair para caçar e "presentear" os tutores com as suas presas devido ao costume herdado de seus ancestrais.

A veterinária Rosângela Barone Goemeri, de Avaré (SP), conta que, antigamente, os gatos tinham a caça como uma necessidade básica ou morriam de fome e de sede, diferente dos dias atuais, em que recebem tudo nos comedouros e bebedouros.

Considerado o maior gato doméstico brasileiro e candidato a bater a marca mundial no Guinness Book, o Xartrux está perto dos 13 quilos, segundo a tutora do animal, Márcia Oliveira, participante de um evento sobre felinos exóticos realizado em Ribeirão Preto (SP) neste fim de semana.

O maine coon de 6 anos, criado em Jaú (SP), tem cerca de 1,30 metro e supera a média de tamanho de outros da mesma raça - inclusive a do americano Stewie, considerado o mais longo de todos os tempos, segundo o Guinness, e que morreu em 2013, com 1,23 metro.

E apesar de não concorrer a felino mais pesado do mundo, ele também se destaca nesse quesito entre os maine coon.