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Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, desenvolveram uma tecnologia que pode ajudar a enfrentar dois dos maiores problemas ambientais do planeta: o acúmulo de plástico e a crise climática.

O grupo conseguiu transformar resíduos de PET — usado em garrafas, tecidos e embalagens — em um material capaz de capturar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

Lixo, um recurso valioso?
Segundo o estudo, publicado na revista Science Advances, o processo químico “upcycle” converte o plástico PET descartado em um novo material chamado BAETA. Esse pó, que pode ser compactado em pellets, tem uma superfície quimicamente modificada que se liga ao CO2 de maneira eficiente.

 Quando saturado, o material pode ser aquecido para liberar o gás em alta concentração. O CO2 liberado pode ser armazenado de forma segura ou aproveitado em processos industriais, como a produção de combustíveis sintéticos.

“A beleza desse método é resolver um problema sem criar outro. Transformamos lixo em um recurso que ajuda a reduzir gases de efeito estufa”, explica a autora principal do estudo, Margarita Poderyte.

Escalável e resistente

Segundo os pesquisadores, o BAETA funciona em diferentes condições: desde a temperatura ambiente até cerca de 150 ºC. Essa característica permite o uso em indústrias, instalando unidades de captura diretamente nas chaminés para filtrar o CO2 antes que ele seja lançado na atmosfera.

Coautor do trabalho, Jiwoong Lee destaca que o material mantém sua eficiência por longos períodos e se adapta a diferentes ambientes.

“Com essa tolerância ao calor, ele pode ser usado até no final do processo industrial, onde os gases estão mais quentes”, diz.

A Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, divulgou que o protótipo do carro voador desenvolvido pela empresa fez seu primeiro voo nesta sexta-feira (19).

O voo inaugural foi realizado no início da manhã desta sexta, na maior pista de aviação do hemisfério sul, que fica na planta da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

Segundo a Eve, o voo inaugural inicia a fase de testes de voo dos carros voadores. Os eVTOLs ainda precisam da certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar.

A empresa disse que, durante o voo do protótipo, foi verificada a integração dos oito propulsores e avaliado o gerenciamento de energia, além de poderem observar o nível de ruído emitido. Ainda segundo a Eve, o protótipo se comportou conforme o esperado.

 

A empresa vai fabricar seis protótipos para os testes e realizar "vários voos após o voo pairado desta sexta-feira, expandindo gradualmente para realizar voos totalmente desarmados ao longo de 2026".

O Google Cloud, divisão de computação em nuvem do Google, anunciou nesta quarta-feira (10) que vai treinar 200 mil pessoas na América Latina em inteligência artificial generativa por meio de um curso gratuito.

Batizado de Capacita+, o programa terá um dia de duração e será realizado em 6 de dezembro. Para se inscrever, é preciso visitar a página da iniciativa no site do Google Cloud, em cloudonair.withgoogle.com/events/capacita.

Segundo a empresa, o treinamento de IA do Capacita+ é voltado para profissionais e estudantes de diversas áreas, e não apenas em tecnologia.

Imagine um computador capaz de resolver em segundos cálculos de alta complexidade. Uma máquina com um potencial gigantesco de descriptografar emaranhados de códigos na velocidade do pensamento. Esse computador já existe e promete revolucionar o mundo tal qual o conhecemos. 

Os computadores quânticos, que utilizam as leis da física quântica para ampliar o seu poder de processamento, já estão sendo aperfeiçoados em países como Estados Unidos, China, Alemanha. Mas o Brasil não está de fora dessa corrida.

A computação quântica aplicada em áreas específicas pode gerar ganhos e avanços extraordinários. Por isso, muitos estados brasileiros já estão investindo em pesquisa e capacitação de pessoas para trabalhar com a tecnologia. É o caso de Alagoas, que já investe em pesquisa nessa área.

 Mas como esses computadores operam e o que faz deles máquinas tão excepcionais?

Para responder a essas e outras perguntas, o g1 entrevistou o pesquisador do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônico (IEEE), Gabriel Gomes de Oliveira, que falou sobre vantagens e desafios da computação quântica.

O influenciador francês Raphaël Graven, de 46 anos, morreu durante uma transmissão ao vivo na plataforma de jogos Kick, na segunda-feira (18).

Conhecido como "Jean Pormanove" e "JP", Graven participava de vídeos em que era submetido a violência e outras humilhações por parceiros de conteúdo, conhecidos como "Narutovie" e "Safine".

Em sua última live, Graven aparece inconsciente embaixo do edredom em uma cama. Na sequência, é possível ver outros dois homens. Em um determinado momento, um deles atira uma pequena garrafa de plástico na direção a ele.

Segundo usuários, as imagens mostram o momento anterior à morte ou à descoberta da morte do influenciador.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público de Nice, no sul da França. O órgão informou que busca detalhes sobre o caso de "violência coletiva intencional contra pessoas vulneráveis" e exibição dessas imagens na internet.

Na última semana, Felca viralizou com um vídeo em que expõe a adultização de crianças nas redes, além de denunciar perfis de influenciadores por exploração infantil. Uma dos motivos do humorista para o viral foi o fato de conhecer pessoas que tinham sofrido violência sexual na infância.

"Eu conhecia pessoas do meu convívio social que foram abusadas sexualmente na infância. Eu pensava em como consolar aquela pessoa e comecei a estudar sobre o assunto", disse o influenciador em entrevista ao Fantástico. "Comecei a pensar que eu estou nesse lugar de poder ver uma coisa que não é tão legal e falar sobre ela. Muitos influenciadores têm esse poder, só que preferi exercer",

No vídeo, Felca mostrou que, em poucos cliques, é possível chegar a material ligado à pedofilia, favorecido pela lógica de recomendação dos algoritmos.

A repercussão foi imediata. Em menos de 24 horas, o vídeo passou de 4 milhões de visualizações. Hoje, já são mais de 44 milhões de acessos. Entre os impactados está Cristiane, professora e mãe, que reconhece ter revisto a própria relação com a exposição do filho na internet.

O projeto de lei que cria regras de proteção para crianças e adolescentes em ambientes digitais deve ser colocado para votação na Câmara dos Deputados nesta semana, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A proposta tramita no Congresso desde 2022 e foi aprovada no Senado em novembro de 2024. Desde então estava parada na Câmara aguardando apreciação dos deputados.

Mas o tema voltou à tona impulsionada pela repercussão de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Brassanim Pereira, o Felca.

O vídeo compartilhado pelo influenciador em 7 de agosto já tem 45 milhões de visualizações e expõe produtores de conteúdo que exploram crianças e adolescentes nas redes sociais, além de cobrar as plataformas que monetizam este tipo de vídeo.

Um dos casos denunciados é o do influenciador Hytalo Santos, que foi preso preventivamente na manhã de sexta-feira (15/08).

O PL 2628/22, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), obriga todos os produtos e serviços de tecnologia a terem mecanismos para impedir, ativamente, o uso por crianças e adolescentes quando não tiverem sido desenvolvidos para esse público ou quando não forem adequados a ele.

Entenda, a seguir, o que pode mudar se a proposta for aprovada e virar lei.

 

O projeto determina que todos os produtos e serviços de tecnologia, incluindo redes sociais, aplicativos e jogos, devem garantir a proteção integral de crianças e adolescentes, incluindo segurança contra intimidação, exploração, abuso, ameaça e outras formas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, nesta quinta-feira (26), a tese que define como será a aplicação da responsabilidade das redes sociais por postagens de seus usuários.

Ou seja, fixou em que situações as plataformas digitais podem ser acionadas, na Justiça, por conta de conteúdos ilícitos de terceiros.

A decisão foi tomada na décima segunda sessão da Corte sobre o tema. Com isso, foi concluído o julgamento de dois recursos extraordinários que discutiam a possibilidade de punição a estas plataformas.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre a decisão do STF:

O que o Supremo analisou?
A questão envolve a chamada responsabilidade civil, ou seja, a possibilidade de que alguém seja acionado e condenado na Justiça por danos causados por uma ação ou omissão, sua ou de outra pessoa. Se isso ficar configurado, a Justiça pode condenar a pessoa ao pagamento, por exemplo, de indenizações.

A Corte julgou dois recursos que discutem o alcance da responsabilidade civil de plataformas digitais por conteúdos de seus usuários. O tema está previsto no artigo 19 do Marco Civil da Internet.

A lei, que entrou em vigor em 2014, funciona como uma espécie de Constituição para o uso da rede no Brasil - estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para usuários e empresas.

Já ouviu falar em "Jensanity"? Este foi o nome dado para a comoção provocada pelo presidente da Nvidia, Jensen Huang, em uma feira de tecnologia em Taiwan, no fim de maio.

Huang, de 62 anos, é considerado um herói em seu país de nascimento. O ex-lavador de pratos se tornou um dos dez mais ricos do mundo depois de migrar para os Estados Unidos e criar a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo entre as listadas na bolsa, nesta quarta-feira (4).

Não foi a primeira vez que a Nvidia roubou este posto da Microsoft. A fabricante de chips vem ganhando espaço no noticiário por ser um dos maiores expoentes na inteligência artificial. E central na disputa entre EUA e China pela liderança nessa tecnologia.

O valor das ações da Nvidia mais do que quadruplicou nos últimos três anos, já que a empresa impulsionou o surgimento de sistemas avançados de IA, como ChatGPT, Claude e outros. A companhia americana foi avaliada em US$ 3,446 trilhões nesta quarta.

Mas a fama da Nvidia começou anos atrás, no mundo dos games.

Ao longo da história evolutiva, a humanidade conviveu com inúmeros parasitas. No entanto, de acordo com pesquisadores da Universidade Nacional Australiana, o maior parasita da era atual não tem patas nem antenas: ele tem uma tela sensível ao toque, aplicativos sofisticados, uma conexão Wi-Fi e se esconde confortavelmente em nossos bolsos, constantemente capturando nossa atenção.

Em uma análise recente publicada no Australasian Journal of Philosophy, a filósofa Rachael Brown e o biólogo Robert Brooks defendem que os smartphones atendem, em termos evolutivos, a todos os critérios para serem considerados parasitas. Não no sentido metafórico, mas real: eles sobrevivem às nossas custas enquanto nos geram danos.

Como explicou Brown em um comunicado, "apesar de suas vantagens, muitos de nós somos reféns de nossos telefones, incapazes de nos desconectar completamente".

E, segundo os pesquisadores, os usuários pagam o preço com falta de sono, relações sociais mais fracas e diversos transtornos de humor.

O WhatsApp vai exibir anúncios no Status, área parecida com o Stories do Instagram. Além disso, canais poderão cobrar usuários por acesso a conteúdo exclusivo e pagar para terem mais destaque nas sugestões do aplicativo.

As mudanças se concentram na aba "Atualizações" e começam a ser liberadas nesta segunda-feira (16). Não haverá anúncios na aba "Conversas" e, segundo o WhatsApp, suas mensagens não serão usadas para direcionar propaganda.

O chefe global do WhatsApp, Will Cathcart, afirmou em entrevista exclusiva ao g1 que a plataforma quer garantir a todos que nada mudará em relação à privacidade e que o conteúdo compartilhado por usuários continuará sendo protegido por criptografia.

 Ainda de acordo com o WhatsApp, seu número de telefone nunca será vendido ou compartilhado com anunciantes.

"Não podemos segmentar anúncios com base no que você diz ou em quais amigos você envia mensagens. Os anúncios serão baseados em como você usa a aba 'Atualizações'", afirmou.

Uma nova ferramenta de inteligência artificial do Google está mudando a forma como vídeos são criados. Chamada de Veo 3, a tecnologia permite gerar cenas realistas com personagens, trilhas sonoras e até sotaques, tudo a partir de comandos de texto.

Com a ferramenta, é possível criar vídeos com atores fictícios, expressões emocionais e falas personalizadas. Basta digitar um prompt (uma instrução à ferramenta) e o sistema transforma o texto em imagem e som.

“Ele consegue gerar vídeos realísticos de qualquer tipo de situação que você quiser. Isso apenas digitando comando de texto, o prompt de comando. É o roteiro que você vai dar para ela gerar aquele tipo de conteúdo”, explica o especialista em IA Brunno Sarttori.

 A Veo 3 também permite criar trilhas sonoras e efeitos com comandos simples, e controlar até o tom emocional dos personagens.

“Você pode criar um vídeo de um ator e dizer a forma com que ele deve expressar aquelas palavras. Se ele deve estar triste, deve estar emocionado... É só vocês especificar no prompt de comando”, diz Sarttori.

Arlindo Galvão, professor do Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás, afirma que “com pequenos comandos, feitos em linguagem natural, essa cotidiana, que a gente usa no dia a dia”, é possível conseguir resultados com uma qualidade impressionante.

Um dos testes feitos pelo Fantástico usou o comando “Eu em Paris numa época marcante”. O resultado foi surpreendente: “O Fantástico veio até a Paris do século XIX, na construção da Torre Eiffel.”