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Nos últimos 12 meses, o valor exportado de açúcar de cana pela Região Administrativa de Ribeirão Preto (RARP) aumentou 36,8% em relação aos 12 meses anteriores. O preço foi o responsável por esta alta. É o que mostra o boletim de Comércio Exterior do Ceper/Fundace apresentado hoje.

O levantamento traz informações dos principais itens exportados e importados pelo Brasil, estado de São Paulo, região de Ribeirão Preto e pelos municípios de Ribeirão Preto, Sertãozinho, Araraquara e Campinas acumulados em 12 meses para os períodos compreendidos entre maio/2015 abril/2016 e maio/2016 a abril/2017.

Na lista dos principais produtos exportados pela região no período de maio/2016 a abril/2017 aparecem também soja, artigos de papelaria, álcool etílico e amendoim não torrado.

Artigos de papelaria, álcool etílico, soja e resíduos sólidos de óleo de soja finalizam a lista do período de maio/2015 a abril/2016, com destaque para as variações positiva de 123,5% nos valores exportados de soja e queda de 57,6% no valor da exportação de álcool etílico.

Em Ribeirão Preto, como mostra o Boletim, houve muita diferenciação entre os períodos analisados. Tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja aparecem como principal produto exportado no primeiro período, enquanto que no período seguinte, estanho em formas puras assumiu o topo da lista.

Na análise de outros municípios, o levantamento do Ceper/Fundace destaca fortes quedas nos valores exportados de álcool etílico em Sertãozinho (64%), dos sucos de frutas em Araraquara (29,3%) e de medicamentos (55,2%) e de itens relacionados a motores (38,4%) em Campinas, além de diminuição no valor importado de partes de veículos para vias férreas ou semelhantes em Araraquara (-47,1%).

Em contrapartida, verificou-se alta considerável – de quase 50% – no valor importado de itens destinados a maquinas e aparelhos em Campinas. “Vale destacar a importância de Campinas como um grande polo importador e não como uma região exportadora, mesmo sendo uma das principais regiões produtoras do país”, reforça o pesquisador do Ceper, Luciano Nakabashi. “Campinas atua como grande centro industrial que abastece o mercado interno”, complementa.

No caso de Araraquara, Nakabashi explica que o setor de exportações tem grande peso na economia da cidade, por conta de sua vocação na produção de suco de laranja. Carne bovina e açúcares também têm destaque na pauta de exportação do município, o que reforça sua vocação agroindustrial.

Em Sertãozinho, destacam-se as exportações de açúcar de cana e álcool etílico, o que evidencia a importância do setor sucroalcooleiro no desempenho da economia do município. “A própria retomada na exportação de açúcares de cana vem dinamizando a economia sertanezina e dando alívio, inclusive ao mercado de trabalho do município, como vimos no boletim Mercado de Trabalho de maio/17 do Ceper/Fundace, conclui o pesquisador.

Estado de São Paulo – Açúcares de cana foi o principal item exportado pelo estado nos dois períodos analisados, tendo apresentado aumento expressivos de valor (53,1%) nos últimos 12 meses. “Este forte aumento está diretamente relacionado com a alta do preço do açúcar no mercado internacional”, explica Nakabahi. Entre os períodos analisados, o preço do produto variou 41,9%, em termos reais, de acordo com Global Economic Monitoring (GEM), do Banco Mundial.

Quanto às importações, partes e acessórios de automóveis e aparelhos elétricos para telefonia foram os dois produtos mais importados nos últimos 12 meses, com destaque para o incremento real de 15% no valor do segundo item. A importação de inseticidas caiu 18,3% de um período para outro.

Brasil – Os principais produtos exportados e importados no País em ambos os ciclos foram soja, minérios de ferro, óleo bruto de petróleo, açúcar e carne, nesta ordem.

Considerando a inflação do período, o valor exportado de soja caiu 9,2%, enquanto a carne apresentou retração de 0,5%. Apesar da queda, a soja continua sendo o item mais exportado, com quatro bilhões de dólares à frente dos minérios de ferro.

Destaques de variação positiva nos últimos doze meses, minérios de ferro, óleo bruto de petróleo e açúcar tiveram acréscimos em seus valores de exportação da ordem de 40,6%, 28,8% e 45,2%, respectivamente, em relação aos doze meses imediatamente anteriores.

Em relação às importações brasileiras, o petróleo foi o item de destaque ambos os períodos, com aumento de 33,1% no valor de um período para outro. “Boa parte dessa alta é efeito do aumento do preço do petróleo no mercado internacional”, justifica Nakabashi. (Fundecitrus)