A expressão do ano é "brain rot" ("cérebro podre" ou "podridão cerebral", em inglês), definiu o Dicionário Oxford, nesta segunda-feira (2). Foram simplesmente 130.000 buscas por esse verbete ao longo de 2024.

?O que significa? É a deterioração mental ou intelectual causada pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais e pouco desafiadores, principalmente os de redes sociais.

?Quando surgiu? O termo foi usado pela primeira vez em 1854 por Henry David Thoreau, no livro "Walden". O autor criticava a falta de valorização de ideias complexas e comparava o "brain rot" ao apodrecimento das batatas na Inglaterra.

?Por que se popularizou? Segundo os pesquisadores do Dicionário Oxford, a procura pelo termo cresceu 230% entre 2023 e 2024, possivelmente por causa da "preocupação com o impacto trazido por tantos conteúdos de baixa qualidade on-line". Um órgão de saúde dos Estados Unidos chegou até a publicar orientações para detectar casos de "brain rot".

Vamos imaginar uma situação muito comum: duas pessoas andando rapidamente se cruzam na rua. Podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta com um “ei, tudo bem?” ou “como você está?” Automaticamente, o outro responde: “tudo indo” ou “vamos andando”. Pouco depois, cada um segue seu caminho. O breve encontro é marcado desde o início pelo ato da reclamação sistemática.

No século XXI, as sociedades desenvolvidas aceitam este tipo de atitude como uma forma rotineira de interação social. Na verdade, é bastante comum ouvir reclamações sobre trânsito, clima, trabalho ou dificuldades financeiras. Para muitos, é algo inofensivo e até terapêutico, pois serve como uma válvula de escape emocional.

No entanto, foi demonstrado que o queixume crônico tem um impacto significativo na saúde emocional, mental e até física tanto daqueles que reclamam como dos que recebem as lamentações.

Um fenômeno cotidiano
Aqui, abordaremos a expressão repetida de insatisfação, frustração ou desconforto com situações percebidas como negativas. É um fenômeno quase universal que pode ser extrapolado para contextos familiares, profissionais e sociais. Longe de ser uma visão catastrófica, as reclamações ocasionais são uma parte normal da experiência humana. A exaustão emocional e fisiológica ocorre quando esse humor negativo invade nossas rotinas diárias.

Mas por que lamentamos tanto? Alguns especialistas consideram que funciona como um mecanismo de enfrentamento através do qual liberamos a tensão ou buscamos validação. Especificamente, observou-se que ao reclamar buscamos a aprovação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um ciclo.

Até o momento, ela funciona como estratégia de apresentação perante nosso grupo social. É uma função adaptativa do ser humano.

O problema é quando se torna crônico e se estende a vários contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais, em que é comum que pessoas influentes das populações mais jovens dediquem grande parte do seu conteúdo a desabafar sobre isto e aquilo como estratégia para atrair seguidores ou para criar debates e troca de comentários.

Pessoas que residem em locais com a maior quantidade de áreas verdes têm menor chance de apresentar obesidade geral, obesidade abdominal e níveis baixos de HDL-colesterol (o colesterol bom). Além disso, têm maior chance de manter a prática de atividade física em intensidade moderada ou vigorosa.

É o que mostraram dois estudos que realizamos recentemente, explorando a associação entre a quantidade de áreas verdes na vizinhança e a prática de atividade física e fatores de risco cardiometabólico, que são um conjunto de condições que aumentam a probabilidade de desenvolvimento das doenças cardiometabólicas, diabetes e doenças cardiovasculares.

A obesidade (geral e abdominal) e os níveis baixos de HDL-colesterol são fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares. Já a prática de atividade física é considerada um comportamento que reduz o risco de desenvolvimento delas. Nossos estudos, portanto, indicam que as áreas verdes urbanas têm um possível efeito protetor sobre a saúde cardiometabólica de pessoas adultas.

"As crianças ficam grudadas em seus telefones celulares e nem sequer percebem nada ao seu redor. Elas mais parecem zumbis."

Quem diz isso é o diretor de uma escola em Sheffield, cidade no norte da Inglaterra, que recentemente proibiu o uso de smartphones, smartwatches (relógios com acesso à internet) ou fones de ouvido em suas dependências.

Qualquer aluno pego usando algum desses itens precisa entregá-los à direção da escola. Os aparelhos ficam na escola e só são devolvidos no dia seguinte.

Os alunos da escola, a Forge Valley School, disseram que demoraram um pouco para se acostumar com a ideia — mas que passaram a interagir muito mais com os demais colegas na ausência dos telefones.

O diretor da escola, Dale Barrowclough, disse estar confiante que a nova política vai dar certo e que ela veio para ficar.

Um novo ano escolar começou no mês passado no Reino Unido e diversos alunos e pais estão sendo surpreendidos com escolas que passaram a banir telefones celulares. A proibição não é uma política nacional — ela tem partido das próprias escolas, que reclamam do impacto negativo que diversos aparelhos têm no desenvolvimento acadêmico e no convívio social dos alunos.

No início deste ano, o Departamento de Educação emitiu orientações sobre como limitar o uso de celulares durante o turno escolar e para "minimizar a interrupção e melhorar o comportamento nas salas de aula".

 

No Brasil, alguns municípios e estados criaram leis proibindo o uso de celulares e outros aparelhos. Recentemente, na terça-feira (12/11), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto que proíbe celulares em escolas públicas e privadas. A proposta aguarda sanção do governador.

Uma pessoa de 20 anos tem, em média, mais 57 anos de expectativa de vida. Isso equivale a 20 mil dias, ou meio milhão de horas, ou um milhão de meias horas. Foi assim que pesquisadores criaram o conceito de “microvida”: cada “janela” de 30 minutos de expectativa de vida dentro do milhão que nos cabe a partir da juventude. Pois saibam, queridos leitores, que comer um hambúrguer está associado à perda de uma “microvida” – o mesmo que fumar dois cigarros. A informação, que grudou no meu cérebro feito música chiclete, está no novo livro do médico Michael Greger, recém-lançado no Brasil: “Comer para não envelhecer: conheça o poder dos alimentos capazes de retardar os efeitos do tempo na sua saúde”.

 Ele diz que levou três anos para digerir os dados científicos sobre envelhecimento disponíveis em 20 mil artigos, aproveitando para fazer um alerta sobre a enxurrada de falácias cujo objetivo é promover produtos que fazem promessas absurdas, mas que soam irresistíveis. Na verdade, apenas 18% dos idosos podem ser enquadrados na categoria do envelhecimento “bem-sucedido”, que não significa ter dinheiro no bolso, e sim uma boa saúde, livre de doenças crônicas e invalidez. “Os genes carregam a arma, o estilo de vida aperta o gatilho”, resume.

A frase poderia ser o mantra do blog, que há anos vem batendo nessa tecla. Greger, que também é especialista em nutrição, segurança alimentar e saúde pública, fez uma pesquisa extensa, que resultou num calhamaço de mais de 700 páginas, com outras tantas 995 somente de referências que estão disponíveis on-line. No entanto, consegue transformar termos científicos em conteúdo acessível. Por exemplo, você aprende que a AMPK é uma enzima que funciona como uma espécie de sensor de energia. É ativada quando comemos menos ou nos movimentamos mais, como se o corpo quisesse compensar um estado de déficit.

Um ciclone bomba deve se formar no mar, próximo do litoral Sul do Brasil, na próxima terça-feira (12), conforme o Climatempo. A baixa pressão do fenômeno deve gerar ventos fortes na costa brasileira.

 O fenômeno recebe esse nome pela forma explosiva como ele se origina. Uma queda da pressão atmosférica no centro do sistema de baixa pressão — condição conhecida entre os meteorologistas como ciclogênese explosiva.

Quando a queda de pressão é de pelo menos 24 milibares (mbar) em 24 horas, o sistema é classificado como ciclone bomba, que tem potencial de causar ventos e chuvas fortes.

O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes — isso cria um forte gradiente de pressão que intensifica o ciclone rapidamente, segundo o Climatempo.

Uma chuva de meteoros, uma superlua e diversas conjunções astronômicas serão visíveis no mês de novembro. O destaque vai para chuva de meteoros Leônidas que será aparente com a ajuda de um telescópio.

No dia 2 de novembro, foi possível observar a conjunção de Lua, Mercúrio, Vênus e a estrela Antares no início da noite. O quarteto ficou visível, nas constelações de Libra e Escorpião, na direção oeste do céu.

Nessa segunda-feira (4), durante a noite, aconteceu uma conjunção entre Lua e Vênus na constelação Ofiúco, na direção oeste. Na constelação de Escorpião que fica na mesma direção, a conjunção entre Mercúrio e a estrela Antares, deve ser vista no dia 9, no início da noite.

Para o dia 10 no meio da noite, na constelação de aquário, direção oeste, serão vistos Lua e Saturno.

Segundo o calendário Efemérides Astronômicas do Observatório do Valongo, elaborado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para observar Urano no dia 16, que ficará em oposição com o sol e visível a noite toda, na constelação de Touro, será necessário o céu bem escuro e o uso de binóculos.

No dia 17, na constelação de Touro, a Lua fica em conjunção com Júpiter durante toda a madrugada, já no dia 20 na direção leste, o satélite ficará em conjunção com Marte na constelação de Câncer.

Rica em minerais essenciais e antioxidantes, a castanha-do-Pará tem conquistado cada vez mais espaço na alimentação de quem busca saúde e bem-estar.

Também conhecida como castanha do Brasil, a semente pode ser fonte nutricional, repleta de propriedades que fazem bem ao organismo. “Ela é rica em três minerais importantíssimos: selênio, magnésio e potássio“, diz a nutricionista e chef de alimentação saudável Giovanna Agostini à CNN.

Sabina Donelli, nutricionista clínica e aromaterapeuta especializada em longevidade saudável, ainda destaca: “Ela contém gorduras saudáveis (especialmente ácidos graxos mono e poli-insaturados), proteínas, fibras, magnésio, zinco e vitamina E”.

O destaque, segundo as profissionais, vai para o selênio, que desempenha papel importante indo desde o combate ao envelhecimento precoce e doenças degenerativas até grande atuação na tireoide. “Os minerais atuam diretamente em estimular o hormônio tireoestimulante (TSH) e, consequentemente, melhorar o metabolismo, a hidratação da pele, a firmeza, força dos cabelos e das unhas”, ressalta Giovanna Agostini.

Apesar do cuidado com a saúde e a rotina de exercícios físicos ser indispensável há mais de 20 anos, Cláudia Pereira, de Bauru (SP), não conseguiu escapar do destino de sua família: assim como sua mãe e avó, a advogada foi diagnosticada com osteoporose.

A doença é caracterizada por um quadro clínico de redução da densidade dos ossos, tornando-os mais suscetíveis a quebras e fraturas, mesmo em quedas pequenas.

“Já no primeiro exame de densitometria óssea que eu fiz, deu osteopenia. Faz mais de 15 anos”, relata Cláudia.

A osteopenia é uma condição pré-clínica que sugere a perda gradual da massa óssea. No entanto, é necessário ficar atento, pois ela pode levar à osteoporose.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (22), uma nova lista com 12 marcas de azeite de oliva que tiveram lotes considerados impróprios para o consumo (veja quais são). Seis marcas tiveram todos os seus lotes desclassificados.

O g1 não localizou os contatos de nenhuma marca, apenas os das distribuidoras, embaladoras e supermercados que as comercializam. A reportagem já acionou as empresas e aguarda posicionamento.

As análises do Ministério revelaram a presença de outros óleos vegetais misturados aos azeites, comprometendo a qualidade e a segurança dos produtos.
De acordo com o Ministério, os produtos foram analisados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e foram desclassificados por estarem em desacordo com os parâmetros estabelecidos pelas normas vigentes.

Esses produtos representam risco à saúde devido à incerteza sobre a sua origem e composição.

Algumas das empresas responsáveis por essas marcas estão com CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, "o que reforça a suspeita de fraude", diz o Ministério.

"A comercialização desses produtos configura uma infração grave, e os estabelecimentos que continuarem a vendê-los poderão ser responsabilizados", acrescenta.

Há 100 milhões de estrelas e galáxias neste primeiro vislumbre do Universo.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou a primeira parte do mapa tridimensional do Universo que está sendo feito com o telescópio espacial Euclides.

Este primeiro fragmento corresponde a apenas 1% do trabalho que o Euclides iniciou neste ano, observando galáxias e estrelas tão distantes quanto 10 bilhões de anos-luz.

Ao longo de seis anos, os cientistas da ESA vão mapear o Universo em um nível extraordinário de detalhes. Isso vai fornecer aos pesquisadores uma grande quantidade de informações sobre a formação e a evolução do espaço profundo.

 "Só nesta imagem já existem dezenas de milhões de galáxias, graças às quais poderemos ter estatísticas sobre onde certos tipos de galáxias estão em relação a outras, como elas evoluem ao longo do tempo, por que não formaram estrelas por alguns bilhões de anos…", afirmou Bruno Altieri, cientista da ESA responsável pelo arquivo do Euclides, à agência de notícias AFP.

Os cientistas esperam mapear um terço da abóbada celeste até 2030, que é a meta atual.

No início de setembro, milhares de médicos do mundo inteiro se reuniram em Londres, no Reino Unido, para participar do Congresso Europeu de Cardiologia.

E uma das grandes novidades do evento foi a divulgação das novas diretrizes de hipertensão, um documento que guia os critérios de diagnóstico e tratamento da pressão alta.

O novo consenso entre especialistas da área simplifica alguns conceitos, introduz uma nova categorização dos pacientes e recomenda um tratamento mais intenso logo nos primeiros estágios da doença.

Em resumo, as novas diretrizes europeias classificam como:

Pressão arterial não elevada: abaixo de 120 por 70 milímetros de mercúrio (mmHg) — o popular “12 por 7”.
Pressão arterial elevada: entre 120 por 70 mmHg e 139 por 89 mmHg (de 12 por 7 a "quase" 14 por 9).
Hipertensão arterial: maior que 140 por 90 mmHg (acima de 14 por 9).

Vale destacar que esses números levam em conta a medida da pressão feita no consultório, por um especialista.

Até então, os cardiologistas costumavam dividir esses índices em seis categorias: ótimo (abaixo de 120 por 80 mmHg), normal (entre 120 por 80 e 129 por 84 mmHg), pré-hipertensão (entre 130 por 85 e 139 por 89 mmHg), hipertensão estágio 1 (entre 140 por 90 e 159 por 99 mmHg), hipertensão estágio 2 (entre 160 por 100 e 179 por 109 mmHg) e hipertensão estágio 3 (acima de 180 por 110 mmHg).

Segundo os autores da diretriz, a simplificação dos termos e a criação de uma nova categoria clínica — "pressão arterial elevada" — têm como objetivo intensificar o tratamento em estágios iniciais, para que a pressão arterial fique dentro da meta especialmente entre pessoas com risco aumentado de doenças cardiovasculares.

"A nova categoria reconhece que as pessoas não passam de uma pressão arterial normal num dia para a hipertensão no outro", justifica Bill McEvoy, professor da Universidade de Galway, na Irlanda, e um dos autores do novo consenso.